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“Aquele abraço era o lado bom da vida.”

Tati Bernardi.    (via f-uturapoeta)

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“Sobre despedidas, não sei muito mais que você. Só que doem. E deixam buracos intermináveis. E cegam. E emudecem. E paralisam. E findam. Sobre despedidas, só sei o que me contaram: que deixam cicatrizes nos pés e nas mãos, que deixam a garganta seca e o sorriso travado. Sobre despedidas, eu sei de mim. E de minha mãe. E de meu pai. E da minha angústia toda, fugindo pra dentro do quarto e me trancando no escuro, detrás do guarda-roupa. Intragável, intragável, intragável: sobre despedidas, sei que não passam na garganta. Não entram na mente. Não cruzam visões de quem se recusa a ver que é o fim e não a paz, o que espera na frente de casa. É o fim, meu amor — o nosso fim.”

Circos.  (via morbidavel)

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“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência! Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade! Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio! Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida… Isto é um princípio da natureza! Solidão não é um vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância! Solidão é muito mais do que isto! Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.”

Chico Buarque.    (via sonhosdesperdicados)

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